Minimalismo: o que é?

Minimalismo: o que é?

Minimalismo: o que é?

Minimalismo é possuir menos. Significa viver intencionalmente com as coisas que são realmente necessárias e indispensáveis.

“Simplicidade, clareza, singeleza: estes são os atributos que dão às nossas vidas força, vivacidade e alegria, pois são também marcas da grande arte.” — Richard Holloway

Retirar da rotina, da sua casa e da sua vida os bens em excesso é uma prática do minimalismo, que foca em concentrar-se naquilo que realmente importa.

Ser minimalista é sinônimo de uma jornada de auto aperfeiçoamento e valorização do que já temos que nos trará felicidade.

Porém, mesmo nos remetendo a algo simples, o minimalismo é profundo e cheio de propósito. Quer entender mais sobre essa prática que tem se tornado cada vez mais conhecida? Continue a leitura deste artigo.

Como praticar o minimalismo no dia a dia

O minimalismo traz inúmeros benefícios para quem o pratica.

Primeiramente, ser minimalista nos ajuda a enxergar as coisas boas e ser grato pelo que conquistamos todos os dias, até mesmo coisas pequenas.

Em segundo lugar, a prática nos auxilia na otimização do nosso tempo e dinheiro, pois diminuindo as posses, reduzimos nossos gastos e consequentemente as demandas do dia-a-dia.

Por último e não menos importante: como praticar o minimalismo no dia a dia?

Ao contrário do que muitos possam imaginar, viver de maneira minimalista não é algo chato, mas sim, um estilo de vida que te desprende de coisas mundanas e desnecessárias para abrir espaço para o que realmente é importante.

Como tudo na vida, você pode começar por coisas pequenas, relacionadas ao consumo. Abra seu armário, retire as roupas e reveja todas as peças. Combine looks, separe os que você mais utiliza e deixe de lado aquilo que você não usa há bastante tempo. Esse método te ajuda a abrir espaço no seu armário e na sua vida.

Depois disso é hora de refletir sobre novas compras:

  1. Será que é necessário?
  2. Preciso mesmo deste item?
  3. Vivo sem isso?

Essas perguntas estão presentes diariamente no vocabulário de um indivíduo minimalista, porque fazem refletir sobre o real papel de cada coisa em nossas vidas.

Minimalismo e autocuidado combinam?

Tornar-se uma pessoa minimalista dá liberdade para viver uma vida focada na busca pelos propósitos e objetivos individuais.

Auxilia no desapego de acontecimentos, pessoas e objetos do passado que, na maior parte das vezes, ocupam um espaço desnecessário em nossas casas e vidas.

Essa pode ser uma definição de autocuidado: o desapego de coisas materiais e sentimentais.

Além disso, aprender a viver com o mínimo possível e necessário pode te auxiliar na (re)construção de sua autoestima. Livrar-se de padrões estipulados e de hábitos padronizados te encaminha para a aceitação de sua individualidade.

Nesse item inclui-se a aceitação do corpo, do rosto, do tipo de cabelo e até mesmo da sua voz. O autocuidado vem de dentro sim, mas ele também fala sobre aquilo que nós mesmos visualizamos ao nos olhar no espelho e prestarmos atenção naquilo que estamos enxergando.

Ser minimalista é ir contra a cultura do acúmulo

A nossa vida gira em torno da pressa, da rotina, do tempo cronometrado para as coisas. Estamos sempre trabalhando para pagar as contas e sempre comprando cada vez mais.

Esse movimento transforma-se em uma bola de neve que não para de rolar. Parece que estamos sempre tentando fazer tudo, quando acabamos exaustos e sem finalizar nada.

Nossas conexões com outras pessoas acontecem através do celular, porque a nossa velocidade não nos permite o tempo necessário que uma relação necessita para evoluir e continuar em nossa vida.

Procurar um estilo de vida minimalista pode ser considerado um pequeno freio. Ele nos livra da histeria que nos motiva a viver mais rápido, nos desacelerando para refletirmos sobre o que realmente é essencial em nossa rotina.

O seu objetivo principal é descartar o que é frívolo e manter o que possui significado e relevância.

Porque os cosméticos em barra colaboram para uma vida minimalista?

Dentro deste contexto, o consumo de marcas com propósito é um importante passo para viver uma vida minimalista.

O consumo de itens que não agridem a natureza, não fazem testes em animais e que respeitam o processo de produção faz parte do que conhecemos como minimalismo.

Refletir sobre seu consumo e realizar a troca de itens em frasco por itens em barra não é uma atitude individual, mas sim, faz parte de um grande movimento em busca da redução de lixo e do consumo consciente que vivemos atualmente.

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Se tivesse que escolher uma só palavra para explicar o motivo pelo qual me tornei minimalista seria esta: liberdade. Minha grande busca como mulher sempre foi ter autonomia para fazer o que quero na minha vida.

Não foi da noite para o dia que aconteceu. Como tudo costuma ser, passei por um processo até transformar o conceito de minimalismo em prática no meu dia a dia.

Conforme expliquei em um artigo no meu blog, comecei a “flertar” com o minimalismo quando decidi que queria viver um ano como nômade digital. Viajar e trabalhar implicaria em uma decisão importante: abrir mão de coisas materiais, desapegar um pouco das posses.

Foi no decorrer da jornada que tive o grande insight. Quanto mais coisas temos, mais tempo dedicamos a elas. Quanto mais acumulamos, mais precisamos dar conta - financeira e emocionalmente - das posses. É tipo aquela frase...você tem que possuir suas coisas, não pode deixar que elas o possuam.

Reprodução: Arquivo pessoal

Se eu tiver milhões de roupas, por exemplo, vou ter que despender uma enorme quantidade de tempo para lavar, passar, secar, cuidar. Então, por que não ter menos roupas, de melhor qualidade? A mesma máxima levei para o uso de cosméticos e produtos de beleza.

Quando, de fato, passei a vivenciar essa filosofia, percebi o quanto foi transformador. Comecei a pensar mais antes de consumir algo.

Aprendi também a ser mais responsável com o meu dinheiro. A “votar” através do meu consumo: quando compro algo, priorizo marcas que tenham propósito, responsabilidade ambiental, que não envolvam crueldade animal.

Acima de tudo, o minimalismo me possibilitou viver uma vida mais focada em fazer o que amo: escrever. Não é simples realizar nossos sonhos mais ousados, pois isso costuma envolver sacrifícios financeiros - pelo menos por algum tempo.

Mas, quando você é minimalista, fica mais fácil distinguir o que realmente é importante (ter liberdade para fazer o que se gosta e tempo de qualidade com as pessoas que amamos), do que não é (trabalhar com o que não se gosta para comprar coisas desnecessárias). Como dizem os “gurus” que introduziram o minimalismo nos Estados Unidos:

“Ame pessoas e use coisas. O oposto nunca funciona”.

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